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"The scariest thing about distance is that you don’t know whether they’ll miss you or forget you."

Nicholas Sparks, The Notebook (via kushandwizdom)


Afaste-se de um cara que…

Se pesa demais, causa cãibra, enxaqueca, dói nos olhos e turva a visão, afaste-se. Mas não é chegar pro lado, disfarçar essa solidão a dois que você sente e mentir pra si mesma de que é fase, de que amanhã ele muda, de que tudo ainda tem jeito e que hoje foi só mais um daqueles dias (que sempre se repetem) em que ele mostra que não existe pra você.

Ele é seu homem do talvez, sua sombra arrastada pela casa que promete companhia e só entrega falta. Vai matando a sua confiança e sua crença aos poucos e provoca um blur inexpressivo em todas as vezes que você tenta sorrir, faz com que você desmanche os lábios repuxados e você não entende. Não entende como ele abusa de você, já que o teu corpo não tem marcas, já que por fora vai tudo bem, obrigado. E por dentro, como você tem andado?

Afaste-se de um cara que nunca está ali por você e que nem se esforça pra redimir a ausência. Que não está presente em nenhum momento e que não te faz presente quando deveria ser. Desacelere um pouco e pense no tipo de cara que você (não) tem com você. Se ele for do tipo que faz a dor parecer latente sempre, que fere com as palavras enquanto ri, que descancara o mínimo da sensibilidade exigida de um ser humano, afaste-se porque amor não fere e nem faz sangrar, a gente é que tem mania de achar que sofrer demais significa amor.

Você fica desolada, ou nem tanto, já que já sabe, já prevê a tragédia mas mantém um apego bobo. Cê acha que você nunca mais vai amar (ou encontrar) alguém como ele? Essa é uma daquelas bobagens que a gente conta pra gente ou ouve de alguém pra justificar o erro, pra adiar a decisão de partir porque cortar laços dói, vai doer agora, mesmo que lá na frente seja um pouco melhor. Então você segue acreditando que pode esperar uma transformação cósmica enquanto se envenena por dentro.

Você continua ouvindo A Banda Mais Bonita da Cidade declamando uma das minhas músicas preferidas sem nem ouvir o que eles dizem, com uma calmaria dolorosa que confessa a falta de coragem de se afastar em “só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim”. E então você entende, mas continua esperando que ele te deixe ao invés de se afastar. A gente sempre espera pelo fim do mundo mesmo, eu te entendo. Mas cá entre nós, se eu pudesse te dar um último conselho, seria esse a seguir. Como eu já escrevi numa outra ocasião, ao contrário do que você pensa, você não vai morrer por ele. Nem pela falta dele.

Casal sem vergonha.



"Life, he realize, was much like a song. In the beginning there is mystery, in the end there is confirmation, but it’s in the middle where all the emotion resides to make the whole thing worthwhile."

Nicholas Sparks, The Last Song (via observando)


Não precisamos mudar o status se você mudar a minha vida

A gente nem precisa ter algo sério agora.
Podemos ir ficando assim do jeito que estamos, até por quê é tão recente, é normal a gente confundir empolgação com intenção.

Uma coisa é a gente gostar de ver alguém, outra coisa é a gente querer.

Sabe, por enquanto, nem me importo em levarmos de um jeito mais discreto, desde que seja um jeito nosso. Não preciso mesmo dar satisfação pro mundo sobre o que estou vivendo.

É claro que eu acho bonito as pessoas compartilhando aquelas demonstrações de carinho, seja em foto ou forma de música, mas acho que antes de eu querer compartilhar a nossa vida eu preciso saber se queremos compartilhar da vida um do outro.

Já me antecipo ao dizer que estou bem empolgado com essa novidade que é ter a sua presença nos meus dias. Me dá aquele friozinho na barriga quando o celular vibra com nova notificação no Whatsapp de mensagem sua. Eu acho tão gostoso viver essas frações de momentos.

No meu chat você já aparece em destaque. Já está lá em cima entre as pessoas com quem mais converso e já vejo todos os seus posts com muita frequência. Imagino que o mesmo esteja acontecendo com você sobre mim.

E assim a gente vai vendo até onde isso vai dar, cada dia conhecendo um pouquinho mais um do outro. Mas preciso te confessar que tenho uma preocupação legítima: não fica na minha vida se não for pra me fazer alguém melhor.

É claro que eu sei que não tem como adivinhar isso, mas eu quero dizer é que eu não me incomodo em a gente seguir desse jeito mais discreto, sem muitos compromissos e obrigações, desde que você faça o mínimo para se tornar alguém pra eu gostar de lembrar de você. Eu sei muito bem que isso tudo pode acabar mesmo antes de começar – como estamos tentando – mas mesmo assim, se for pra eu ser só mais uma aventura na sua vida, se for pra eu ser só alguém pra ocupar as suas ociosas noites de sexta, me deixa livre pra encontrar quem me queira como companhia todos os dias.

Também não quero te sufocar ou assustar, nem nada do tipo, eu só quero me assegurar de que o que estamos vivendo está sendo bom pra mim como está sendo pra você, eu só quero me assegurar de que você está comigo de verdade e não só porque eu quero que esteja, eu só quero me assegurar que todas as coisas que tem me dito sobre a gente são coisas pra mim e não coisas que poderia dizer pra qualquer outra pessoa.

Passo por cima da pressão de todos, passo por cima da saia justa da pergunta “e vocês casal?”, passo por cima de qualquer incômodo que possamos nos ver encaixados, desde que você seja pra mim alguém pra eu gostar de pensar durante o dia, desde que seja pra mim alguém com vontade de fazer bem pra outro alguém.

E por favor, entenda, não há o menor problema caso não queira seguir dessa maneira, não há o menor problema se essas minhas histórias estejam te cansando, pois se isso for verdade você tem total liberdade pra seguir com a sua vida e desocupar o espaço da minha.

É um desejo meu querer ir devagar dessa vez.
Em muitas outras meti o pé pelas mãos com pressa em rotular porque na minha cabeça a partir do momento em que assumíamos, a partir do momento em que postássemos nossa primeira foto juntos, a partir do momento em que fôssemos vistos de mãos dadas em algum lugar público, a partir desses momentos, na minha cabeça, eu poderia me sentir com segurança pra dizer que tenho alguém ao meu lado. Tolice minha. Até tive, mas foram embora muito antes do esperado. Fiquei acompanhado de um monte de dúvidas sobre como pode alguém esperar as coisas ficarem sérias, sei lá, oficiais de fato, e depois simplesmente sair da sua vida como se nunca tivesse entrado. Nesse momento, eu aprendi a não levar a sério algumas coisas.

Então, repito, por mim tudo bem a gente ir com mais calma pra não nos atropelarmos, tudo bem a gente ir construindo essa história um pouco de cada vez, um dia de cada vez, um beijo de cada vez, tudo bem a gente não mudar o status, desde que você mude a minha vida pelo tempo que permanecer nela.

Um travesseiro para dois.



"It hurts to let go. Sometimes it seems the harder you try to hold on to something or someone the more it wants to get away. You feel like some kind of criminal for having felt, for having wanted. For having wanted to be wanted. It confuses you, because you think that your feelings were wrong and it makes you feel so small because it’s so hard to keep it inside when you let it out and it doesn’t coma back. You’re left so alone that you can’t explain. Damn, there’s nothing like that, is there? I’ve been there and you have too. You’re nodding your head."

Henry Rollins (via observando)


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